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79 - HOS-BOS - SP - 2027
Bronquiolite

Lactente de 4 meses, previamente hígido, é admitido na emergência com quadro de coriza há 3 dias, tosse, sibilância e dificuldade respiratória progressiva. Ao exame: FR: 62 irpm; FC: 158 bpm; SatO2 90% em ar ambiente; tiragem subcostal e intercostal e sibilância difusa à ausculta. Após oxigenoterapia por cateter nasal de baixo fluxo (2 L/min), mantém SatO2 93%, porém com persistência de desconforto respiratório. O médico considera iniciar cateter nasal de alto fluxo (CNAF). Sobre o uso desse dispositivo nessa doença, assinale a alternativa correta.

A
O CNAF fornece mistura aquecida e umidificada de ar e oxigênio em fluxos elevados, gerando pressão positiva indireta nas vias aéreas, lavagem do espaço morto nasofaríngeo e redução do trabalho respiratório, sendo uma opção para evitar ou adiar a intubação em casos de insuficiência respiratória leve a moderada.
B
O CNAF é um dispositivo de ventilação não invasiva que entrega pressão positiva contínua fixa e mensurável nas vias aéreas, equivalente à CPAP, sendo capaz de fornecer um valor exato e previsível de pressão expiratória final (PEEP) em todos os pacientes, independentemente do fluxo e da abertura bucal.
C
O CNAF está contraindicado em lactentes menores de 6 meses com a doença apresentada por esse lactente, pois nessa faixa etária o dispositivo aumenta o risco de barotrauma e de síndrome de escape de ar, sendo preferível iniciar diretamente a ventilação mecânica invasiva.
D
O CNAF deve ser utilizado apenas como suporte de oxigênio de baixo fluxo, com fluxos inferiores a 1 L/min, pois fluxos elevados causam, obrigatoriamente, distensão gástrica grave e vômitos, sendo proibida a alimentação durante o uso do dispositivo.
E
O CNAF não altera o trabalho respiratório nem o desconforto do lactente, funcionando apenas como fonte de oxigênio, sendo sua principal limitação a impossibilidade de fornecer fluxos acima de 2 L/min em crianças pequenas.
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