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63 - HOS-BOS - SP - 2027
Parasitoses

Escolar do sexo feminino, com 7 anos, iniciará quimioterapia para leucemia linfoblástica aguda, com esquema que inclui também uso de corticosteroides. Na avaliação pré-tratamento, a mãe relata que a menina apresenta, há algumas semanas, dor abdominal intermitente, náuseas, episódios de diarreia com muco e prurido anal, além de cansaço. A criança vive em área rural, costuma andar descalça e tem história de contato com solo e água de córregos. Ao exame físico, não há sinais de desnutrição, e os exames iniciais mostram discreta eosinofilia. Considerando o risco de complicações graves após a imunossupressão, o pediatra deve

A
considerar a hipótese de estrongiloidíase e investigá-la antes do início da imunossupressão, pois o Strongyloides stercoralis possui ciclo de autoinfecção.
B
atribuir o quadro à ascaridíase, uma vez que o Ascaris lumbricoides é o nematelminto mais prevalente nessa faixa etária e sua migração larval pulmonar explica a eosinofilia, não havendo risco de disseminação sistêmica.
C
considerar o quadro como manifestação de enterobíase, pois o prurido anal é o sintoma mais característico dessa parasitose, e orientar apenas medidas de higiene, já que a infecção por Enterobius vermicularis é autolimitada e não traz risco adicional com a imunossupressão.
D
interpretar a eosinofilia e os sintomas gastrointestinais como manifestação confundidora da própria leucemia, afastando a necessidade de investigação parasitológica, uma vez que a eosinofilia é um achado esperado e inespecífico em doenças hematológicas.
E
indicar tratamento empírico imediato com albendazol em dose única para todos os nematelmintos, sem necessidade de investigação prévia, pois essa conduta elimina igualmente todos os nematelmintos e previne qualquer risco de disseminação durante a imunossupressão.
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