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68 - HOS-BOS - SP - 2027
Emergências PediátricasTraumatismo Cranioencefálico
Pré-escolar do sexo masculino, com 2 anos e 4 meses, previamente hígida, é levada ao pronto-socorro 1 hora após queda de aproximadamente 70 cm de altura (altura do assento de uma cadeira), batendo a cabeça no chão. A mãe nega perda de consciência, vômitos, convulsão ou sonolência. Ao exame, a criança está ativa, interage normalmente, com Escala de Coma de Glasgow (ECG) 15, sem sinais de fratura de base de crânio, com pequeno hematoma de couro cabeludo na região frontal de cerca de 1 cm e sem déficit neurológico. Considerando as orientações do PECARN (Pediatric Emergency Care Applied Research Network) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para o manejo do TCE leve nessa faixa etária, assinale a alternativa correta.
A
A presença de qualquer queda de altura superior a 70 cm, independentemente dos demais achados, é critério de alto risco pelo PECARN, tornando obrigatória a realização de TC de crânio em todas as crianças dessa faixa etária.
B
A criança apresenta critérios de baixo risco para lesão intracraniana clinicamente importante, sendo recomendada a alta, com orientação para os cuidadores observarem clinicamente a criança, sem necessidade de tomografia computadorizada (TC) de crânio.
C
Por ser uma criança de 2 anos, a presença de hematoma de couro cabeludo é critério de alto risco, indicando TC de crânio imediatamente nesse caso.
D
A ausência de perda de consciência e de vômitos exclui completamente a possibilidade de lesão intracraniana, sendo orientada a alta após período de 8 horas de observação no pronto-socorro, sem necessidade de exames complementares.
E
O manejo recomendado é a realização de radiografia simples de crânio como triagem inicial, pois esse exame apresenta alta sensibilidade para detectar lesão intracraniana.