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17 - HOS-BOS - SP - 2027
Doença do Refluxo Gastroesofágico

Homem de 63 anos, obeso, com história de doença do refluxo gastroesofágico há aproximadamente 12 anos, em uso irregular de inibidor da bomba de prótons, é submetido à endoscopia digestiva alta por persistência de pirose e regurgitação. O exame evidencia segmento de mucosa colunar no esôfago distal, com extensão de 5 cm acima da junção esofagogástrica, sem lesões nodulares ou ulceradas visíveis. São realizadas biópsias segundo protocolo sistematizado, que demonstram metaplasia intestinal especializada associada a displasia de alto grau, confirmada por revisão de patologista especializado em trato gastrointestinal. Considerando os conhecimentos atuais sobre o manejo do esôfago de Barrett e as recomendações das principais diretrizes, assinale a alternativa correta.

A
O tratamento de escolha é a esofagectomia, independentemente da ausência de lesão visível, devido ao elevado risco de evolução para adenocarcinoma.
B
O tratamento deve ser exclusivamente clínico, com inibidor da bomba de prótons em dose plena e acompanhamento endoscópico anual, pois a displasia de alto grau não constitui indicação de tratamento ablativo.
C
Deve-se realizar terapia endoscópica de erradicação da mucosa de Barrett displásica, preferencialmente em centro especializado; caso seja identificada lesão visível, esta deverá ser ressecada endoscopicamente, seguida de ablação do epitélio de Barrett residual.
D
A fundoplicatura antirrefluxo isoladamente é o tratamento de escolha, pois a correção cirúrgica do refluxo promove regressão da displasia de alto grau e elimina a necessidade de vigilância endoscópica.
E
A única conduta indicada é a ressecção endoscópica de toda a extensão do esôfago de Barrett, devendo-se evitar métodos ablativos, como a radiofrequência, devido ao risco de recorrência da metaplasia intestinal.
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