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78 - HOS-BOS - SP - 2027
Puberdade
Adolescente do sexo masculino, com 14 anos e 3 meses, é levado à consulta pela mãe, preocupada porque “o corpo do filho não está se desenvolvendo”. A mãe relata que ele sempre foi o mais baixo da turma e que o pai “também se desenvolveu tarde”. Ao exame: peso e estatura no percentil 10, com velocidade de crescimento compatível com sua idade óssea; volume testicular de 3 mL bilateralmente (estágio G1 de Tanner), sem pelos pubianos (P1); idade óssea (radiografia de carpo) de 12 anos. O adolescente nega queixas, refere olfato normal e não apresenta outras alterações ao exame físico. Com relação a esse quadro clínico, assinale a alternativa correta.
A
O quadro é mais compatível com retardo constitucional do crescimento e da puberdade (RCCP), a causa mais comum de atraso puberal no sexo masculino, caracterizado por idade óssea atrasada e história familiar positiva de puberdade tardia; a conduta inicial é tranquilizar a família e acompanhar, pois a puberdade pode ocorrer espontaneamente, ainda que tardiamente.
B
A ausência de aumento do volume testicular aos 14 anos e 3 meses, associada à idade óssea atrasada, é indicativa de hipogonadismo hipogonadotrófico permanente, sendo obrigatório o início imediato de reposição com testosterona, independentemente da história familiar e da velocidade de crescimento.
C
O achado de idade óssea atrasada em relação à idade cronológica afasta a possibilidade de retardo constitucional, sendo o diagnóstico mais provável o de hipogonadismo hipergonadotrófico (falência testicular primária), que exige dosagem de gonadotrofinas para confirmação e encaminhamento ao especialista.
D
A presença de olfato normal e a ausência de outras alterações excluem o diagnóstico de síndrome de Kallmann, mas confirmam que o atraso puberal é de causa genética irreversível, sendo indicada a reposição hormonal imediata para garantir o crescimento final.
E
O quadro descrito é compatível com hipogonadismo hipogonadotrófico por síndrome de Kallmann, pois a defasagem da idade óssea e o volume testicular de 3 mL aos 14 anos são patognomônicos dessa síndrome, sendo indicada a reposição de testosterona e a investigação do olfato com exames subsidiários, pela não especificidade da simples pergunta “se cheira bem”.