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6 - Sírio Libanês - SP - 2027
Drogas Vasoativas e SedoanalgesiaSepseDoenças NeuromuscularesIntubação

Mulher de 68 anos é admitida no departamento de emergência com quadro de febre alta, tosse produtiva e dispneia progressiva nos últimos três dias. O antecedente é relevante para miastenia grave, em acompanhamento ambulatorial irregular. Na sala de emergência, a paciente apresenta-se torporosa, com respiração paradoxal e uso franco de musculatura acessória; pressão arterial: 75 x 40 mmHg; frequência cardíaca: 132 bpm; frequência respiratória: 38 irpm; temperatura: 39,4 °C; SatO2 em ar ambiente: 82%; ausculta pulmonar: estertores crepitantes bilaterais grosseiros. Lactato arterial beira-leito é de 5,8 mmol/L (normal: até 2,0). A intubação orotraqueal é indicada. Nessa circunstância, é correto afirmar:

A
a cetamina constitui uma opção viável para a terapia de indução nesse cenário clínico de sepse, devendo ser empregada na dosagem de um miligrama por quilograma, pois apresenta perfil cardiovascular superior e menor incidência de colapso circulatório comparada ao propofol.
B
a succinilcolina possui indicação restrita nessa paciente devido à patologia neuromuscular de base, visto que a despolarização da placa motora miastênica promove liberação maciça de potássio intracelular, culminando em arritmias ventriculares refratárias e quadro de parada cardíaca letal quase imediata.
C
o etomidato apresenta restrição clínica nesse quadro de choque séptico, pois a inibição enzimática irreversível da 11-beta-hidroxilase induz uma crise adrenal aguda e eleva as taxas de mortalidade de curto prazo nas unidades de terapia intensiva segundo estudos recentes.
D
o midazolam administrado em doses habituais de indução atua como a melhor alternativa medicamentosa para o controle hemodinâmico, preservando o débito cardíaco por meio da liberação simpática secundária e protegendo os órgãos nobres contra os efeitos deletérios da hipóxia tecidual.
E
o rocurônio deve ser prescrito em doses maiores (dois miligramas por quilograma) para garantir o bloqueio neuromuscular efetivo, uma vez que a terapia contínua com inibidores da colinesterase gera competição acentuada e reduz a eficácia dos agentes não despolarizantes.
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