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59 - Sírio Libanês - SP - 2027
TOC, Transtornos Somáticos, Dissociativos e do EstresseSegurança na Pediatria

Lactente de 14 meses, previamente hígido, é levado pela mãe ao pronto-socorro pela quinta vez nos últimos 3 meses. Ela relata episódios recorrentes de cianose, apneia e letargia, que ocorrem exclusivamente em casa, sempre na presença dela, e nunca foram presenciados por qualquer profissional de saúde. A criança já foi submetida a extensa investigação: eletroencefalograma (normal), ecocardiograma (normal), monitorização cardíaca (sem arritmias), dosagens de glicose, eletrólitos e gasometria (normais) e tomografia de crânio (normal). A mãe mostra um vídeo caseiro gravado por ela mesma, no qual a criança parece estar “desacordada” por cerca de 30 segundos, mas a gravação começa e termina de forma abrupta, sem mostrar o contexto completo. Durante a internação atual, a criança está assintomática, com monitorização contínua normal há 72 horas, exame neurológico e físico normais, e desenvolvimento adequado para a idade. Durante uma visita, a enfermeira observa a mãe desconectando discretamente o cabo do oxímetro de pulso e, em seguida, chamando a equipe alegando que a saturação caiu. Ao ser confrontada, a mãe reage com hostilidade, recusa-se a ficar sozinha com o filho sem supervisão e exige alta hospitalar “para buscar uma segunda opinião. Com base no caso, qual a principal hipótese diagnóstica e qual a conduta imediata mais adequada?

A
Transtorno de ansiedade materna – a mãe apresenta hipervigilância e catastrofização de sintomas benignos, caracterizando hipocondria por procuração. A conduta é prescrever ansiolítico para a mãe e orientar acompanhamento psicológico ambulatorial.
B
Síndrome de Munchausen por procuração (transtorno factício imposto a outro). A conduta imediata é comunicar ao Conselho Tutelar, garantir a segurança imediata da criança (afastamento do agressor) e notificar a direção do hospital para elaboração de um plano de proteção com equipe multiprofissional.
C
Síndrome delirante materna – a mãe acredita genuinamente que o filho é doente, apresentando delírio compartilhado. A conduta é encaminhar para atendimento psiquiátrico para iniciar antipsicótico para a mãe e manter a criança em observação hospitalar até melhora do quadro materno.
D
Epilepsia de difícil controle – os episódios descritos são crises convulsivas sutis não detectadas pelos exames de rotina. A conduta é iniciar fenobarbital empírico e programar vídeo eletroencefalograma prolongado (24–48 horas) para captura dos eventos.
E
Apneia da prematuridade tardia – a idade de 14 meses permite o diagnóstico de eventos de apneia relacionados à imaturidade do tronco cerebral. A conduta é prescrever cafeína e monitorização domiciliar com oxímetro.
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