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20 - Sírio Libanês - SP - 2027
Doenças GlomerularesLúpus Eritematoso Sistêmico e Síndrome Antifosfolípide
Mulher de 26 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico, é avaliada em consulta de acompanhamento devido ao surgimento de fadiga acentuada, artrite simétrica em mãos, novas lesões cutâneas eritemato-escamosas fotossensíveis e edema progressivo em membros inferiores. O painel laboratorial atual revela proteinúria significativa, hematúria dismórfica, queda acentuada nos níveis séricos de frações do complemento (C3 e C4), além de um perfil de autoanticorpos fortemente reagente contendo anti-dsDNA, anti-nucleossoma, anti-Sm, anti-U1RNP, anti-Ro, anti-célula endotelial e anti-C1q. Considerando os dados descritos, é correto afirmar:
A
a positividade para o anticorpo anti-Sm correlaciona-se com uma forma branda de acometimento inflamatório articular e cutâneo, atuando como um fator protetor celular contra o desenvolvimento de lesões cicatriciais de lúpus discoide.
B
a presença de anticorpos anti-célula endotelial atua estabilizando as junções intercelulares do leito vascular periférico, reduzindo a permeabilidade capilar e o extravasamento de fluidos que causam o edema de extremidades.
C
o anticorpo anti-dsDNA de isotipo IgM possui maior afinidade pelas estruturas da membrana basal glomerular do que o isotipo IgG, sendo o principal responsável pela lesão tecidual proliferativa na nefrite lúpica.
D
os anticorpos anti-dsDNA apresentam flutuações associadas com o surgimento de lesões cutâneas localizadas, mostrando baixa capacidade de predição para crises de atividade inflamatória na vasculatura de órgãos abdominais ou renais.
E
os níveis séricos de anticorpos anti-C1q apresentam relevância clínica no monitoramento de crises renais, associando-se frequentemente ao desenvolvimento e à gravidade da nefrite lúpica proliferativa ativa.