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10 - Sírio Libanês - SP - 2027
Cirrose HepáticaObesidade e Síndrome MetabólicaDiabetes Mellitus Tipo 2

Homem de 52 anos assintomático é atendido em consulta de rotina. Nega fadiga, dor abdominal, icterícia ou sangramento. Ele tem diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e dislipidemia, em tratamento com losartana, metformina, gliclazida e atorvastatina. Não há uso de álcool, medicações hepatotóxicas ou fitoterápicos. Ao exame físico: sinais vitais normais; peso: 102 kg; altura: 168 cm; circunferência abdominal: 112 cm; abdome: normal; extremidades sem edema; o restante não é contributivo. Exames séricos atuais: hemoglobina glicada (HbA1c): 7,8%; hemograma completo normal; AST (TGO): 40 U/L; ALT (TGP): 64 U/L; fosfatase alcalina: 85 U/L; GGT: 52 U/L; bilirrubinas totais: 0,8 mg/dL; albumina: 4,2 g/dL; coagulograma normal. Sorologias virais negativas. Escore FIB-4 do paciente: 1,62 (risco intermediário). Assinale a alternativa correta quanto a esse paciente.

A
A tomografia abdominal com fase venosa de contraste constitui o exame recomendado a esse paciente, para o diagnóstico de esteatose metabólica e quantificação de fibrose, aumentando a acurácia dos marcadores séricos na definição da conduta clínica perante a síndrome metabólica documentada.
B
O algoritmo diagnóstico baseado no escore FIB-4 incorpora a dosagem sérica da gama-GT e da fosfatase alcalina, fornecendo uma estimativa precisa da atividade necroinflamatória aguda no parênquima hepático e da permeabilidade do sistema biliar periférico.
C
O cálculo de estratificação de risco hepático adotado pelas diretrizes incorpora os níveis de albumina plasmática e o tempo de protrombina para compor o resultado final, traduzindo fielmente a capacidade de síntese proteica celular e a sua respectiva sobrevida sistêmica.
D
O exame de ultrassonografia convencional em modo B possui alta sensibilidade para quantificar a rigidez do parênquima e diagnosticar fibrose em graus iniciais, sendo o método definitivo para substituir elastografias complexas em pacientes com acúmulo de tecido adiposo visceral.
E
Os métodos elastográficos para avaliação da rigidez hepática fornecem dados estruturais valiosos desse paciente com FIB-4 intermediário, permitindo confirmar a ausência de fibrose significativa ou sustentar a necessidade de uma avaliação anatomopatológica por biópsia tecidual confirmatória.
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