Homem de 19 anos dá entrada no departamento de emergência após ser encontrado inconsciente em seu quarto. Familiares encontraram frascos vazios de uma medicação de uso contínuo pertencente à sua mãe ao lado do paciente. Ao exame físico: pressão arterial: 85 x 50 mmHg; frequência cardíaca: 55 bpm; frequência respiratória: 8 irpm; temperatura central: 34,2 ºC; SatO2 em ar ambiente: 88%; escala de Glasgow: 8 (ocular: 2; verbal: 2; motora: 4); pupilas isocóricas e reflexo fotomotor preservado, porém lentificadas; presença de bolhas subepidérmicas tensas e estéreis localizadas nas regiões de pressão (calcanhares e joelhos); restante do tegumento sem alterações, sem sudorese excessiva ou rubor. Gasometria arterial (em ar ambiente): pH: 7,24; PCO2: 62 mmHg; PO2: 65 mmHg; bicarbonato: 25 mEq/L. Exames séricos: ureia: 35 mg/dL; creatinina: 0,8 mg/dL; sódio: 140 mEq/L; potássio: 4,0 mEq/L; glicemia capilar: 98 mg/dL. Níveis plasmáticos de acetaminofeno e salicilato indetectáveis. Eletrocardiograma: bradicardia sinusal, sem alargamento do complexo QRS ou prolongamento do intervalo QTc. Considerando a etiologia mais provável para intoxicação aguda desse paciente, é correto afirmar: