Estudante universitário de 19 anos é atendido em Unidade Básica de Saúde com queixa de tristeza persistente há cerca de 1 mês. De acordo com seu relato, tem apresentado humor rebaixado, perda de interesse nas aulas e atividades sociais, fadiga constante, insônia de manutenção e diminuição do apetite nesse período. A mãe, que o acompanha, menciona que o filho “não está rendendo nos estudos”, que o isolamento social é notável e que o quadro está “atrapalhando muito a vida dele”. Na história pregressa do paciente, consta que, há aproximadamente 3 meses, ele passou por um período de 5 dias em que estava “excessivamente bem, com energia incomum e necessidade de sono reduzida, falando muito, mais sociável e iniciando vários projetos simultaneamente”. Esses sintomas eram perceptíveis por amigos e familiares, mas não causaram acentuado prejuízo social ou funcional. Não há histórico de sintomas psicóticos. Qual é a principal hipótese diagnóstica nesse caso?