Mulher, de 40 anos de idade, pertencente a uma comunidade indígena e residente em uma grande capital do Sudeste, retorna após viagem para visitar a família no interior do Pará. Há alguns meses, ela percebe “manchas claras” na face lateral da perna direita e relata que a área fica “dormente, como se estivesse anestesiada”. Ao exame físico, observam-se duas lesões hipocrômicas bem delimitadas, com redução da sensibilidade térmica e dolorosa. Quatro semanas após iniciar o tratamento adequado, a paciente retorna referindo dor em choque e queimação intensa na borda cubital do antebraço direito (“parece fio desencapado”), dificuldade para segurar objetos leves e novo edema eritematoso em lesões antigas. Ao exame clínico, o nervo ulnar direito está espessado, muito doloroso à palpação e há perda de força de flexão do 5º dedo. Qual hipótese diagnóstica e conduta imediata estão corretas para prevenir incapacidade permanente?