Homem, de 38 anos de idade, pedreiro, procura a Unidade Básica de Saúde por dor na lombar “no centro das costas, embaixo”, há cerca de 8 meses. Dor em peso/fadiga, que piora ao final do dia e melhora com repouso, banho quente e analgésico comum que ele compra na farmácia. Refere formigamento ocasional em nádega direita “quando força muito”, mas nega perda de força ou queda do pé. Nega antecedentes pessoais ou familiares relevantes. Diz que “precisa fazer uma ressonância da coluna”, porque acha que pode estar com “bico de papagaio” e ter algo sério que o deixe "travado". Relata que está há 3 dias sem conseguir trabalhar por causa da dor e teme ser despedido: “Se eu travo, o patrão já arruma outro”. Após um mês, o paciente retorna em consulta médica e conta que perdeu o emprego por recorrência de faltas pela dor lombar, que só piora apesar do uso das medicações prescritas na última consulta. Desde então, além das dores, ele está apresentando insônia, falta de apetite e muito desânimo, a ponto de passar dias inteiros na cama. Ele chora na consulta, ao contar que a renda caiu e que não sabe “como vai pagar o aluguel do mês que vem”. Considerando o papel da Atenção Primária à Saúde e o impacto dos determinantes sociais de saúde no adoecimento, qual é a conduta adequada neste momento?