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14 - Dante SP2026
Derrame PleuralInsuficiência Cardíaca

Homem de 67 anos, ex-tabagista (30 maços-ano) e portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida de etiologia isquêmica, diabetes mellitus tipo 2 e fibrilação atrial crônica, encontra-se internado há cinco dias por descompensação da insuficiência cardíaca em perfil B. Está em uso de furosemida endovenosa em bomba de infusão contínua. Apesar do balanço hídrico negativo acumulado de 4 litros, mantém dispneia significativa com necessidade de oxigênio suplementar. No quinto dia de internação apresentou pico febril de 37,8°C, com aumento discreto da leucocitose (de 10.500 para 12.800/mm³, sem desvio). Ao exame físico, está em bom estado geral, com frequência cardíaca de 95bpm, pressão arterial de 110x70mmHg, frequência respiratória de 24irpm e saturação periférica de oxigênio de 92% com cateter nasal a 3L/min. Foi vista turgência jugular, com ritmo irregular à custa de B3 na ausculta cardíaca. Exame pulmonar evidenciou abolição do murmúrio vesicular em terço inferior do hemitórax direito com crepitos bibasais. A ultrassonografia à beira leito (POCUS) evidência coleção pleural direita anecoica e livre, sem septações ou debris. Os exames laboratoriais demonstram procalcitonina < 0,1ng/mL (VR: < 0,5ng/mL), urina tipo 1 normal e hemoculturas parciais negativas. Foi feita uma toracocentese diagnóstica cuja análise do líquido pleural evidenciou: • Aspecto: líquido seroso amarelo citrino • Proteína pleural: 2,1g/dL (proteína sérica: 6,5g/dL) • LDH pleural: 85U/L (LDH sérica: 180U/L; LSN sérico: 250U/L) • Glicose pleural: 98mg/dL • pH: 7,38 • Leucócitos: 320/mm³ (70% linfócitos, 25% neutrófilos) • Albumina pleural: 1,2g/dL (albumina sérica: 3,4g/dL) Qual é o diagnóstico do derrame pleural e a conduta mais apropriada?

A
Derrame exsudativo parapneumônico complicado; iniciar antibioticoterapia e realizar drenagem torácica devido ao alto risco de evolução para sepse.
B
Derrame exsudativo parapneumônico não complicado; iniciar antibioticoterapia empírica para pneumonia associada a hospitalização.
C
Derrame indeterminado, sendo potencialmente um pseudoexsudato devido à diureticoterapia agressiva; aguardar culturas e gradiente de albumina para definir conduta.
D
Derrame transudativo por insuficiência cardíaca; otimizar a terapia diurética e investigar outras causas para a febre.
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