Após identificar uma disparidade nos indicadores de saúde da população em seu município, com piores resultados na população negra (alta prevalência de hipertensão e diabetes, baixa adesão ao pré-natal), a gestora Ana promove uma reunião com as equipes de Saúde da Família (eSF) para discutir as causas e construir um plano de ação. Durante a conversa, ela ouve os seguintes relatos dos profissionais: • Relato 1: "O problema é que essa população não se cuida, falta adesão por uma questão cultural deles. A gente orienta, mas eles não seguem." • Relato 2: "Não temos como dar atenção especial a um grupo. No SUS, o tratamento tem que ser igual para todos. Se começarmos a focar na população negra, estaremos sendo preconceituosos com os outros." • Relato 3: "Nós preenchemos o quesito raça/cor na ficha de atendimento porque é obrigatório, mas nunca tivemos treinamento sobre a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) ou sobre como o racismo impacta a saúde. Sinceramente, não sabemos o que fazer com essa informação." Considerando os relatos dos profissionais e os princípios do SUS, a análise de Ana deve concluir que os obstáculos para a melhoria dos indicadores de saúde da população negra estão primordialmente relacionados a: