Mariana, 32 anos, diagnosticada com esquizofrenia, apresenta delírios persecutórios de que está sendo vigiada por câmeras e se recusa a tomar a medicação oral, acreditando conter rastreadores. Ela mora com a irmã e um sobrinho pequeno, o que gera grande tensão familiar. A equipe de Saúde da Família (eSF), após diversas tentativas de abordagem, discute o caso em reunião multiprofissional e elabora estratégias de ação e cuidado. A enfermeira, que construiu um forte vínculo com a paciente, consegue apresentar propostas de tratamento e acompanhamento, e faz algumas adaptações seguindo as solicitações de Mariana, que aceita a medicação injetável de longa duração e o acompanhamento proposto pela eSF.
Considerando o caso clínico e os princípios da Atenção Primária à Saúde (APS), assinale a alternativa CORRETA.
A
O sucesso do caso deveu-se à articulação da equipe multiprofissional na construção de um Projeto Terapêutico Singular (PTS), exemplificando a coordenação do cuidado e a longitudinalidade.
B
O diagnóstico psiquiátrico preciso e a prescrição medicamentosa foram os fatores determinantes para o sucesso, tornando as ações de vínculo da equipe secundárias no tratamento.
C
A presença de um sobrinho no domicílio indicava a necessidade de internação compulsória imediata para garantir a segurança, sendo a abordagem domiciliar uma medida de risco.
D
A intervenção deveria ter focado exclusivamente na família, pois a recusa de Mariana à medicação oral demonstra uma falha no suporte e na estrutura familiar.
E
O diagnóstico psiquiátrico foi precipitado, assim como a prescrição inicial de medicamentos, colaborando para a quebra de vínculo com a equipe e gerando maior disfunção familiar.