Em uma cidade de médio porte, a cobertura vacinal infantil para poliomielite caiu progressivamente nos últimos 6 anos, atingindo 78% no último levantamento, valor abaixo da meta preconizada pelo PNI. No mesmo período, houve aumento expressivo da recusa vacinal por parte dos responsáveis, motivada principalmente por desinformação disseminada em redes sociais. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou um plano de ação. Entre as medidas adotadas, estão: 1. Capacitação das equipes de saúde da família para realizar busca ativa de crianças não vacinadas. 2. Ampliação do horário de funcionamento das salas de vacinação para turno noturno e finais de semana. 3. Intensificação de campanhas nas redes sociais com conteúdos elaborados por profissionais de saúde, combatendo fake news. 4. Implantação de vacinação extramuros em creches, escolas e associações comunitárias. 5. Adoção da estratégia “vacinação oportuna”, oferecendo qualquer imunização em atraso durante atendimentos de rotina, independente do motivo da consulta. Após três meses, apesar do esforço, a cobertura aumentou apenas para 80%, mantendo a cidade em situação de risco para reintrodução do poliovírus. Considerando os princípios do Programa Nacional de Imunizações e estratégias comprovadamente eficazes para elevar a cobertura vacinal, qual ação adicional teria maior impacto real e imediato para reverter o risco epidemiológico?