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36 - UNIMED PB2026
Cardiopatias CongênitasPerioperatório

Uma criança de 7 anos, portadora de comunicação interventricular (CIV) perimembranosa pequena, assintomática, sem sopro hiperfonético, com desenvolvimento pôndero-estatural normal, sem história de cianose, síncope ou internações prévias. Em consulta recente, apresentou exame físico estável, saturando 98%, ausculta com sopro sistólico leve (2+/6+), ritmo cardíaco regular, PA e frequência cardíaca dentro da normalidade. Ecodopplercardiograma de controle há 6 meses evidencia CIV restritiva, câmaras cardíacas de tamanho normal e função ventricular preservada, sem sinais de hipertensão pulmonar. O procedimento indicado é adenoamigdalectomia eletiva, sob anestesia geral. O otorrinolaringologista solicita avaliação cardiológica para liberação cirúrgica e estimativa de risco perioperatório. De acordo com a Diretriz Brasileira de Avaliação Cardiovascular Perioperatória 2024, qual é a conduta mais adequada para o cardiologista diante desse cenário?

A
Suspender o procedimento até que se realize teste ergométrico e ressonância cardíaca para melhor avaliação de risco, visto que toda cardiopatia congênita exige investigação funcional completa antes de cirurgia sob anestesia geral.
B
Liberar para cirurgia com risco cardiovascular considerado baixo, sem necessidade de exames adicionais, mantendo seguimento ambulatorial rotineiro, visto tratar-se de cardiopatia não complexa, hemodinamicamente estável e procedimento de baixo risco.
C
Solicitar cateterismo cardíaco para avaliação invasiva de fluxo do defeito septal e do risco de hipertensão pulmonar oculta, pois procedimentos com anestesia geral aumentam chance de eventos adversos mesmo em CIV pequena.
D
Contraindicar adenoamigdalectomia eletiva, uma vez que CIV, ainda que restritiva, aumenta mortalidade perioperatória em cirurgias otorrinolaringológicas, sobretudo em crianças com shunt residual.
E
Exigir fechamento cirúrgico da CIV antes do procedimento otorrinolaringológico, pois a correção da cardiopatia deve preceder qualquer cirurgia não cardíaca em pacientes pediátricos.
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