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35 - UNIMED PB2026
Dislipidemia e Estratificação de Risco Cardiovascular

Um homem de 46 anos, sem histórico prévio de doença cardiovascular, procura avaliação para prevenção. Ele apresenta pressão arterial de 128 x 78 mmHg, IMC de 27 kg/m², LDL-colesterol de 162 mg/dL, HDL de 38 mg/dL e triglicerídeos de 168 mg/dL. O paciente não é tabagista, possui hemoglobina glicada de 5,4% e relata que seu pai sofreu infarto agudo do miocárdio aos 52 anos. A dosagem de lipoproteína(a) demonstra valor de 75 mg/dL, considerado elevado, e o escore de cálcio coronário (Agatston) é zero. Considerando as Diretrizes Brasileiras de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025, qual é a estratificação de risco cardiovascular mais adequada para esse paciente e qual deve ser a conduta inicial recomendada?

A
Risco baixo. O CAC = 0 indica ausência de aterosclerose, dispensando uso de estatina mesmo com LDL elevado.
B
Risco intermediário. O histórico familiar precoce e a Lp(a) elevada são agravantes, aumentando a necessidade de estatina de moderada intensidade mesmo com CAC = 0.
C
Risco alto. A presença de LDL >= 160 mg/dL classifica automaticamente o paciente como de alto risco, indicando estatina de alta intensidade independentemente de CAC ou Lp(a).
D
Risco muito alto. A Lp(a) > 50 mg/dL é critério isolado para muito alto risco e exige terapia combinada (estatina + ezetimiba) desde o início.
E
Risco intermediário-baixo. O CAC = 0 reclassifica o paciente para baixo risco, recomendando apenas mudança de estilo de vida e reavaliação em 5 anos.
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