Homem, 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, IAM há 3 anos, IMC 37 kg/m², circunferência abdominal 118 cm. Em uso de metformina 2.000 mg/dia, empagliflozina 25 mg/dia, atorvastatina 40 mg/dia, AAS 100 mg/dia e enalapril 20 mg/dia. Exames recentes: HbA1c 7,3%; eGFR (CKD-EPI) 56 mL/min/1,73m²; microalbuminúria 90 mg/g; PA 126x76 mmHg; perfil lipídico em metas. Refere dispneia aos grandes esforços e importante incômodo com o excesso de peso. Nega história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou MEN2. Não apresenta história de pancreatite. Segundo as diretrizes atuais de manejo do diabetes tipo 2, obesidade e risco cardiovascular, a conduta farmacológica MAIS adequada em relação ao uso de agonistas de GLP-1/GIP seria:
A
Não há indicação de agonista de GLP-1, pois a HbA1c já está próxima da meta; deve-se priorizar apenas intensificação de dieta e exercício.
B
Iniciar tirzepatida (Mounjaro/Zepbound) com finalidade exclusiva de controle glicêmico, reservando a semaglutida apenas para pacientes com doença cardiovascular estabelecida.
C
Iniciar semaglutida em dose alvo para obesidade (2,4 mg SC 1x/semana), com objetivo de redução de peso e de risco de eventos cardiovasculares maiores, mesmo com HbA1c próxima da meta, podendo manter metformina e SGLT2i.
D
Substituir o inibidor de SGLT2 por semaglutida, uma vez que o uso combinado de SGLT2i com GLP-1 RA está contraindicado pelo risco aumentado de hipoglicemia e cetoacidose.
E
Adiar o uso de tirzepatida ou semaglutida até queda do eGFR abaixo de 30 mL/min/1,73m², quando então esses fármacos passam a ser preferenciais sobre SGLT2i nos pacientes com doença cardiovascular estabelecida.