Um homem de 34 anos, previamente saudável, é admitido no pronto-socorro após sofrer politrauma em colisão carro-moto. Chega hemodinamicamente estável após reposição de 1 L de cristaloide pré-hospitalar. Exames iniciais mostram fratura exposta de tíbia, laceração extensa em coxa e múltiplas escoriações, sem necessidade imediata de laparotomia. Está lúcido, orientado, com PA 118x76 mmHg, FC 102 bpm e temperatura de 36,2 °C. Nas primeiras 12 horas de internação, apresenta glicemia persistentemente elevada (entre 182-210 mg/dL), aumento discreto de lactato (2,1 mmol/L -> 2,6 mmol/L), oligúria leve, irritabilidade e queixa de frio, apesar de manta térmica. A equipe assistencial questiona se esse conjunto de alterações representa complicação metabólica ou se corresponde ao padrão fisiológico esperado após o trauma. Considerando os conhecimentos contemporâneos sobre resposta metabólica ao trauma e diretrizes cirúrgicas atuais (incluindo princípios do ATLS 11 e das recomendações de controle metabólico em trauma), qual é a interpretação MAIS adequada?