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17 - IPSEMG MG2026
PerioperatórioNutrição em Cirurgia

Preparo pré-operatório: medidas clínicas, laboratoriais e nutricionais As diretrizes modernas de jejum pré-operatório, consubstanciadas nos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) e ACERTO, desafiam o dogma tradicional do "nada pela boca após a meia-noite". Considerando a resposta metabólica ao trauma e a fisiologia do esvaziamento gástrico em cirurgias eletivas sem contraindicações específicas (como obstrução ou gastroparesia grave), a conduta correta é:

A
A ingestão de líquidos claros contendo carboidratos (maltodextrina) até 2 horas antes da indução anestésica é recomendada para atenuar a resistência insulínica pós-operatória e o catabolismo proteico, devendo-se respeitar o jejum de 6 a 8 horas para sólidos e leite não humano.
B
A ingestão de líquidos é permitida até 4 horas antes da cirurgia, mas a adição de carboidratos deve ser evitada, pois aumenta a acidez gástrica e o volume residual, elevando o risco de pneumonite aspirativa (Síndrome de Mendelson).
C
Para pacientes com obesidade mórbida, a abreviação do jejum com líquidos claros é formalmente contraindicada em qualquer cenário, sendo obrigatório o jejum absoluto de 8 horas para qualquer ingestão devido ao risco inaceitável de broncoaspiração.
D
O jejum prolongado tradicional (8 a 12 horas) deve ser mantido como padrão-ouro em cirurgias de grande porte, pois a depleção total do glicogênio hepático é necessária para prevenir a hiperglicemia de estresse durante o ato cirúrgico.
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