Um recém-nascido prematuro, 27 semanas de gestação, 950 g, recebe alimentação enteral gradual com fórmula enriquecida. Aos 6 dias de vida, apresenta distensão abdominal progressiva, vômitos biliosos, sangue nas fezes e apneias recorrentes. Exame físico: Estado geral: letárgico, com perfusão periférica diminuída. Abdome: distendido, hipersensível, sem massas palpáveis. Sinais vitais: FC 160 bpm, FR 50 irpm, PA 50/30 mmHg, SatO₂ 88%. Exames laboratoriais: Hemograma: leucocitose 20.000/mm³. Plaquetas: 80.000/mm³ (trombocitopenia). Gasometria: acidose metabólica (pH 7,15, HCO₃⁻ 14 mEq/L). PCR: elevada. Radiografia abdominal: presença de pneumatose intestinal e ar portal, sem pneumoperitônio.
Sobre este recém-nascido, assinale a alternativa CORRETA.
A
O protocolo de antibióticos para ECN de alto risco inclui apenas cefalosporinas de primeira geração, independentemente do risco de Gram-negativos e anaeróbios.
B
ECN precoce e tardia não diferem quanto a fatores de risco ou gravidade; todos os casos devem ser manejados apenas com antibióticos orais, sem necessidade de suspensão da alimentação enteral.
C
A presença de pneumatoses intestinais leves na radiografia é indicativa de perfuração iminente, devendo todos os neonatos ser levados imediatamente à cirurgia.
D
Marcadores laboratoriais como trombocitopenia e acidose não têm relevância prognóstica e não influenciam conduta terapêutica.
E
Trata-se de enterocolitenecrosante precoce e o manejo inclui: suspensão da alimentação enteral, antibióticos de amplo espectro intravenosos (por exemplo: ampicilina + gentamicina ± metronidazol), reposição hídrica e suporte hemodinâmico; cirurgia é indicada em perfuração intestinal (pneumoperitônio), deterioração clínica ou necrose progressiva.