Gabriel, 8 anos, é levado à pediatria com aumento rápido de linfonodos cervicais, axilares e inguinais nas últimas 3 semanas, associado a febre intermitente, fadiga e perda de 5 kg. Os pais relatam dispneia e tosse há 1 semana. Ao exame físico: Estado geral: pálido, taquicárdico, respirando com esforço. Linfonodos: múltiplos, firmes, não dolorosos, até 4 cm. Abdome: hepatomegalia 3 cm abaixo do rebordo costal, esplenomegalia discreta. Sistema respiratório: redução de murmúrio vesicular em base direita. Sem lesões cutâneas. Exames laboratoriais: Hemograma: leucócitos 60.000/mm³ (predomínio de linfoblastos), hemoglobina 8,2 g/dL, plaquetas 50.000/mm³. LDH: 1.200 U/L (elevada). Beta-2-microglobulina: elevada. Biópsia linfonodal: realizada e aguardando o resultado. Tomografia de tórax e abdome: massas mediastinais, linfonodomegalias abdominais extensas. O caso é classificado como linfoma não-Hodgkin de alto risco, estadiado como estágio III/IV de acordo com a classificação internacional para linfomas pediátricos. A equipe de oncologia inicia quimioterapia intensiva combinada com protocolos específicos para alto risco e monitoramento de complicações, incluindo síndrome de lise tumoral. Com base no caso clínico acima, assinale a alternativa CORRETA.