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90 - UESPI PI2026
Tópicos em Pediatria

Pedro, 9 anos, apresenta linfonodos cervicais aumentados, há 6 semanas, sem sinais claros de infecção recente. Os pais relatam que os linfonodos não diminuíram de tamanho e que ele apresenta fadiga, sudorese noturna e perda de 2 kg no último mês. Ao exame físico: Estado geral: alerta, levemente pálido. Linfonodos cervicais: múltiplos, 2,5–4 cm, firmes, parcialmente fixos, indolores. Linfonodos axilares: discretamente palpáveis. Abdome: baço discreta palpável. Sem lesões cutâneas. Sem febre no momento. Exames laboratoriais: Hemograma: leucócitos 14.000/mm³ (predomínio linfocitário), hemoglobina 10,8 g/dL, plaquetas 180.000/mm³. VHS: 55 mm/h (elevada). LDH: 650 U/L (elevada). Sorologias para EBV, CMV e toxoplasmose: negativas. Conduta inicial: Ultrassonografia cervical: linfonodos hipoecoicos, bordas irregulares, aumento da vascularização central. TC de pescoço e tórax: confirma linfonodos aumentados mediastinais e cervicais, sem massa abdominal. Biópsia excisional: necessária devido a sinais de alerta de malignidade (crescimento persistente, fixação parcial, sintomas sistêmicos). Com base no caso clínico acima, assinale a alternativa CORRETA.

A
Linfonodomegalias persistentes, firmes e fixas, mas assintomáticas, sempre podem ser observadas sem exames laboratoriais ou de imagem, pois raramente indicam malignidade.
B
Toda linfonodomegalia cervical em crianças deve ser tratada inicialmente com antibiótico empírico, sem necessidade de exames de imagem ou biópsia, independentemente das características clínicas.
C
Linfonodos hipoecoicos e com bordas irregulares na ultrassonografia sugerem apenas infecção viral e não justificam investigação adicional.
D
Biópsia excisional deve ser realizada somente em linfonodos dolorosos ou ulcerados, e não em casos de crescimento persistente ou sintomas sistêmicos.
E
Linfonodomegalias cervicais persistentes (>4–6 semanas), firmes, parcialmente fixas, associadas a sintomas sistêmicos ou laboratoriais alterados, devem ser investigadas com exames de imagem (ultrassonografia e TC) e biópsia excisional, pois podem indicar malignidade, como linfoma.
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