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91 - UESPI • PI • 2026
Tópicos em PediatriaSíndrome do Intestino Irritável
Mariana, 11 anos, apresenta dor abdominal recorrente há 5 meses, ocorrendo 3–4 vezes por semana, principalmente antes da escola, durando 1–2 horas, aliviando após evacuação. Ela relata náusea leve, mas sem vômitos, perda de peso ou febre. Os pais referem que a criança apresenta ansiedade relacionada à escola, mas mantém boa alimentação e crescimento adequado. Ao exame físico: Estado geral: bom, afebril. Abdome: plano, sem distensão, dor leve difusa, sem defesa, sem massa palpável. Peso e altura dentro do percentil esperado. Sem linfonodomegalias ou alterações cutâneas. Exames laboratoriais realizados previamente: hemograma, PCR, função hepática, urinálise normais. Considerando o caso acima, qual é a conduta mais adequada?
A
A presença de náusea leve em dor abdominal funcional indica automaticamente doença orgânica, sendo obrigatória investigação invasiva imediata.
B
Todo caso de dor abdominal recorrente em crianças exige endoscopia digestiva, ultrassonografia e exames laboratoriais extensivos, independentemente de sinais de alarme ou crescimento adequado.
C
Dor abdominal recorrente funcional só pode ser diagnosticada após falha de tratamento farmacológico, incluindo analgésicos e antibióticos.
D
O quadro clínico atende aos critérios de Roma IV para dor abdominal funcional em crianças (dor abdominal recorrente, sem sinais de alarme, ocorrendo pelo menos uma vez por semana nos últimos 2 meses), sem necessidade de investigação laboratorial ou de imagem adicional, devendo-se implementar abordagem multidisciplinar: orientação familiar, manejo de estresse, acompanhamento psicológico, hábitos alimentares e monitoramento do crescimento.
E
Crianças com dor abdominal funcional devem ser hospitalizadas para monitoramento contínuo, mesmo na ausência de sinais de alarme.