A mãe de Lucas, um lactente de 18 meses de idade, comparece à consulta de puericultura expressando preocupação com o desenvolvimento do filho. Ela relata que Lucas ainda não aponta para objetos de interesse, prefere brincar sozinho alinhando seus carrinhos e tem dificuldade em manter contato visual. Além disso, não responde consistentemente quando chamado pelo nome. A mãe menciona que um familiar sugeriu que “cada criança tem seu tempo” e que não se deve “rotular” cedo demais. Lucas teve desenvolvimento motor típico e não há histórico familiar de problemas do desenvolvimento. Considerando a idade de Lucas e os relatos da mãe, e de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, qual é a conduta inicial mais apropriada nesse momento?
A
Tranquilizar a mãe, explicando que os sinais são inespecíficos para a idade e que uma reavaliação deve ser agendada para os 24 meses de vida, quando os marcos de linguagem estarão mais estabelecidos.
B
Realizar a aplicação do questionário M-CHAT-R/F e, caso o resultado indique risco de TEA, iniciar imediatamente o processo de encaminhamento para avaliação multidisciplinar especializada.
C
Solicitar exames de neuroimagem, como ressonância magnética de crânio, para descartar outras condições neurológicas que possam justificar os sintomas apresentados.
D
Prescrever risperidona em baixa dose para tentar melhorar a interação social e diminuir a irritabilidade, aguardando a resposta terapêutica antes de outras investigações.
E
Recomendar a inclusão da criança em uma creche ou berçário para estimular a socialização, considerando que a falta de contato com outras crianças pode ser a principal causa dos sintomas.