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47 - SMS - PR - 2027
Trauma

Homem, 31 anos, vítima de colisão moto-automóvel em via urbana a aproximadamente 60 km/h, com ejeção do condutor. Uso de capacete relatado. Trazido pelo SAMU à sala de emergência com colar cervical. Na admissão: Glasgow 15, orientado, queixando-se de dor intensa em abdome e hipocôndrio esquerdo. Nega perda de consciência. Via aérea patente, sem ruídos anormais. Murmúrio vesicular presente e simétrico bilateralmente, sem hipertimpanismo ou macicez à percussão torácica. FC 104 bpm, PA 108/72 mmHg, SpO₂ 97% em ar ambiente, FR 20 irpm. Extremidades aquecidas, tempo de enchimento capilar de 2 segundos. Abdome: dor à palpação em hipocôndrio esquerdo e flanco esquerdo, sem defesa involuntária, sem Blumberg. Sinal de Kehr positivo (dor referida em ombro esquerdo). Pelve estável. Sem fraturas evidentes em membros. FAST realizado à beira leito: líquido livre em espaço esplenorrenal, sem líquido pericárdico ou em espaço de Morrison. Radiografia de tórax e pelve: sem pneumotórax, sem hemotórax, sem fraturas pélvicas. Exames laboratoriais: hemoglobina 11,8 g/dL, hematócrito 35%, leucócitos 13.200/mm³, plaquetas 210.000/mm³, RNI 1,1, creatinina 0,8 mg/dL, lactato 2,1 mmol/L, amilase sérica 210 U/L. Considerando o quadro clínico acima descrito, qual é a conduta mais adequada para este paciente neste momento?

A
Realizar tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste venoso para caracterização da lesão esplênica e estadiamento pelo escore AAST, dado que o paciente se encontra hemodinamicamente estável, permitindo definir a melhor estratégia terapêutica.
B
Indicar laparotomia exploradora imediata pelo FAST positivo em espaço esplenorrenal associado ao sinal de Kehr, pois o achado ultrassonográfico de líquido livre em paciente traumatizado é indicação absoluta de cirurgia independentemente da estabilidade hemodinâmica.
C
Manter observação clínica por 6 horas com reavaliações seriadas do abdome, sem realização de tomografia, reservando a imagem para casos com piora hemodinâmica ou surgimento de sinais peritoneais durante o seguimento.
D
Realizar angiografia diagnóstica e terapêutica imediata como primeiro exame complementar, dado o FAST positivo e o sinal de Kehr sugestivo de lesão esplênica com sangramento ativo, independentemente do estado hemodinâmico.
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