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13 - SMS - PR - 2027
Tireoide

Mulher de 28 anos, puérpera há 9 meses, em amamentação, vem à consulta com história de astenia e sonolência. Durante o primeiro trimestre da gestação apresentou anti-TPO positivo em títulos altos, com TSH dentro do valor de referência. Em torno de 5 meses após o parto, começou a apresentar palpitações, tremor fino e perda ponderal discreta; naquela ocasião, os exames mostraram TSH suprimido e T4 livre discretamente elevado. Melhorou espontaneamente, sem medicação. Recentemente, além dos sintomas descritos, vem apresentando pele seca e constipação. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 60 bpm, pressão arterial de 118/82 mmHg, tireoide discretamente aumentada, firme e indolor. Os exames atuais mostram TSH de 40 mUI/L e T4 livre baixo. Durante a consulta, além do manejo dos sintomas atuais, a paciente pergunta se esse quadro pode trazer implicações para uma nova gestação planejada para daqui a alguns anos. Qual orientação prognóstica é mais apropriada?

A
Maior risco de evolução para hipotireoidismo persistente ou recorrência da disfunção tireoidiana no puerpério subsequente, devido ao TSH alto e anti-TPO positivo.
B
O risco de disfunção tireoidiana é semelhante à população em geral, pois a fase tireotóxica foi pouco sintomática e houve resolução espontânea.
C
Maior risco de desenvolvimento de Doença de Graves no período pós-parto, pois o surgimento precoce da tireotoxicose indica autoimunidade estimuladora persistente.
D
O risco de tireotoxicose transitória prolongada em novo puerpério é maior, pois a apresentação clínica inicial atual tende a orientar o padrão recorrente.
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