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56 - PSU • GO • 2026
Incongruência de GêneroAtenção Primária à SaúdeMedicina de Família e ComunidadePolíticas de SaúdeUrologia
J.B., mulher trans de 29 anos, em terapia hormonal com estradiol há 4 anos, procura a unidade de saúde relatando dor, prurido e secreção esbranquiçada em genitália há 1 semana. Refere parceiro fixo, sem histórico de infecções sexualmente transmissíveis (IST) conhecidas. Ao exame: presença de prepúcio e glande com eritema difuso, secreção esbranquiçada aderida e odor fétido, sem úlceras ou vesículas. Ausência de linfadenomegalias inguinais ou lesões de pele regionais. De acordo com o relato, sabe-se que
A
a balanopostite é uma IST com fatores de risco como fimose, má higiene ou higiene excessiva e diabetes mellitus; as terapias hormonais de afirmação contribuem para o aparecimento de sintomas, como no caso.
B
a Política Nacional de Saúde Integral LGBTQIA+ prioriza a prevenção de IST/HIV/AIDS como eixo central de atuação; também contempla ações em saúde mental, atenção básica e acompanhamento de pessoas trans em processo de hormonização.
C
no método clínico centrado na pessoa, a elaboração conjunta do plano de manejo deve transcorrer após afastar diagnósticos diferenciais e minimizar fatores sociais, como experiências de preconceito, que poderiam enviesar a decisão do paciente.
D
o manejo inclui hidrocortisona tópica, além de orientação sobre higiene íntima adequada com substitutos do sabonete e emolientes, evitando irritantes e alérgenos comuns; recomenda-se o uso de roupas íntimas de algodão branco.