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54 - PSU • GO • 2026
Insuficiência CardíacaSaúde do IdosoMedicina de Família e ComunidadeÉtica Médica
Homem, 72 anos de idade, portador de insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE) de 25%, classe funcional NYHA III, está em acompanhamento ambulatorial com seu médico de família. Em uso de nebivolol e furosemida, em doses otimizadas. Relata dispneia aos esforços leves, fadiga persistente e episódios de ansiedade, tendo iniciado uso de escitalopram e trazodona após última internação. Teve duas hospitalizações no último ano por descompensação da IC. O paciente deambula e então comparece ao consultório. Refere também que a esposa é presente e tem ajudado no tratamento. Nesse momento, a conduta deve ser:
A
intensificar o uso de diuréticos de alça e considerar a associação de tiazídicos para maior controle da congestão, associando encaminhamento para cuidados paliativos especializados conjuntos para o manejo de sintomas.
B
ponderar a suspensão do nebivolol para evitar polifarmácia, considerando que não é o beta bloqueador com maior evidência para remodelamento cardíaco, e propor suporte psicoterápico para ansiedade.
C
acrescentar sacubitril-valsartana e dapaglifozina ao tratamento cardíaco, propor realização de diretrizes antecipadas de vontade, associando precocemente cuidados paliativos para controle de sintomas e planejamento de cuidados.
D
criar rede de apoio e seguimento conjunto com cardiologista, além de início de antagonista de aldosterona, visto que a introdução desse fármaco modifica o curso da doença, podendo adiar discussões sobre cuidados paliativos.