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45 - SESAPI PI2026
Tromboembolismo Pulmonar (TEP)Lúpus Eritematoso Sistêmico e Síndrome AntifosfolípideSíndromes Hipertensivas da GestaçãoVigilância em Saúde

Uma gestante de 32 anos, G3P2, 30 semanas, portadora de lúpus eritematoso sistêmico com nefrite lúpica ativa, chega ao pronto atendimento com PA 170/115 mmHg, dor torácica, dispneia e saturação 86%. ECG mostra S1Q3T3, e angiotomografia revela Tromboembolismo pulmonar (TEP) central. O laboratório mostra plaquetas 75.000, TGO/TGP elevadas, DHL aumentada e creatinina 2,5 mg/dL. Evolui com convulsão tônico-clônica. Considerando as definições do CID MM (WHO), a classificação de causas de morte materna e a conduta prioritária em um cenário de TEP massivo associado a possível síndrome HELLP sobreposta, assinale a alternativa CORRETA:

A
O caso configura causa obstétrica direta, pois TEP na gestação sempre é classificado como direto; a prioridade é interrupção imediata da gestação antes de qualquer tratamento para o TEP.
B
A convulsão indica obrigatoriamente eclâmpsia e, portanto, o TEP não deve ser tratado até que o parto esteja concluído.
C
A associação de lúpus com pré-eclâmpsia/HELLP caracteriza exclusivamente causa indireta; assim, não é contabilizada na mortalidade materna obstétrica direta no sistema de vigilância epidemiológica.
D
A conduta definitiva deve ser trombólise plena imediatamente após a convulsão, mesmo sem estabilização materna, pois a gestação é contraindicação absoluta para trombólise.
E
O caso representa uma causa obstétrica indireta (Lúpus / TEP) associada a uma complicação obstétrica direta (HELLP), ambas elevando o risco de morte; a prioridade é anticoagulação plena e suporte intensivo materno antes de decidir pelo parto.
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