Maria, 38 anos, residente em zona urbana periférica, tem histórico de transtorno depressivo recorrente há 10 anos. Nos últimos três meses, apresentou piora do humor, isolamento social e pensamentos de inutilidade. Ela já foi internada duas vezes em hospital psiquiátrico (2009 e 2016) por risco de suicídio. Atualmente, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) da sua comunidade, onde a equipe de saúde da família (enfermeiro, agente comunitário e médico de família) a recebe. Durante a consulta, o médico de família identifica risco moderado de suicídio, mas sente insegurança para iniciar farmacoterapia antidepressiva e para conduzir o plano de segurança. Ele registra o caso no prontuário eletrônico da UBS e solicita apoio matricial ao CAPS II da região. Dentro de 48 h, um psiquiatra do CAPS realiza teleconsulta, orienta a equipe quanto à escolha do antidepressivo, define critérios de monitoramento diário e indica que a enfermeira da UBS faça visitas domiciliares para aferir adesão e sinais de alerta. Além disso, o CAPS oferece treinamento presencial de 4 h para toda a equipe da UBS sobre manejo de crises suicidas. Uma semana depois, Maria inicia o tratamento na própria comunidade, com acompanhamento diário pela enfermeira, consultas mensais com o médico de família e supervisão semanal do psiquiatra do CAPS via telemedicina. Não houve necessidade de nova internação. A alternativa que sintetiza o papel do apoio matricial nesse cenário é: