Mulher de 66 anos procurou a Unidade de Saúde da Família (USF) com queixas de que há 2 dias vinha apresentando quadro de tontura vertiginosa que durava o tempo todo, com intensidade variável no decorrer do dia, mas sem identificar fatores desencadeadores, nem fatores de melhora ou de piora do sintoma. Relatava, ainda, leve cefaleia, náuseas e apresentou três episódios de vômitos desde o dia anterior à consulta. Negava febre, queixas cardiorrespiratórias, urinárias ou alterações do hábito intestinal. Nunca havia tido quadro semelhante antes. Negava queixas otológicas. Paciente com obesidade grau 2, hipertensão arterial controlada com Hidroclorotiazida e Enalapril. Não usava outros medicamentos e negava outros problemas de saúde. Exame físico geral e sinais vitais sem alterações. Exame neurológico: Escala de Glasgow de 15 pontos, com orientação preservada para o espaço, tempo e pessoa. Os sinais meníngeos eram negativos. No teste de Romberg, a paciente apresentava desequilíbrio com tendência de queda para trás. Na investigação HINTS, paciente apresentava nistagmo espontâneo bidirecional persistente sem sofrer alterações ao movimento ocular para os lados. O teste de impulso da cabeça era negativo e o teste de Skew era positivo. Diante deste quadro clínico, qual a melhor conduta imediata a ser tomada?