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28 - USP-RP SP2026
Otoneurologia, Vertigens e AudiologiaAcidentes Vasculares CerebraisAnatomia, Fisiologia e Semiologia Neurológica

Mulher de 66 anos procurou a Unidade de Saúde da Família (USF) com queixas de que há 2 dias vinha apresentando quadro de tontura vertiginosa que durava o tempo todo, com intensidade variável no decorrer do dia, mas sem identificar fatores desencadeadores, nem fatores de melhora ou de piora do sintoma. Relatava, ainda, leve cefaleia, náuseas e apresentou três episódios de vômitos desde o dia anterior à consulta. Negava febre, queixas cardiorrespiratórias, urinárias ou alterações do hábito intestinal. Nunca havia tido quadro semelhante antes. Negava queixas otológicas. Paciente com obesidade grau 2, hipertensão arterial controlada com Hidroclorotiazida e Enalapril. Não usava outros medicamentos e negava outros problemas de saúde. Exame físico geral e sinais vitais sem alterações. Exame neurológico: Escala de Glasgow de 15 pontos, com orientação preservada para o espaço, tempo e pessoa. Os sinais meníngeos eram negativos. No teste de Romberg, a paciente apresentava desequilíbrio com tendência de queda para trás. Na investigação HINTS, paciente apresentava nistagmo espontâneo bidirecional persistente sem sofrer alterações ao movimento ocular para os lados. O teste de impulso da cabeça era negativo e o teste de Skew era positivo. Diante deste quadro clínico, qual a melhor conduta imediata a ser tomada?

A
Encaminhar a paciente para um serviço de urgência para avaliação de um neurologista.
B
Realizar as manobras de Dix Hallpike e Epley.
C
Administrar medicamentos para alívio dos sintomas na USF como benzodiazepínicos ou antieméticos.
D
Orientar repouso e prescrever antieméticos, bloqueadores de canal de cálcio ou anti-histamínicos.
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