Nas últimas décadas, a rápida industrialização, urbanização e crescimento populacional levaram à degradação ambiental e às mudanças climáticas, afetando diretamente a saúde humana. O conceito de saúde planetária reconhece que a saúde da população está intrinsecamente ligada à saúde dos ecossistemas naturais, e que doenças infecciosas, doenças crônicas não transmissíveis e problemas de saúde mental são influenciados por fatores ambientais, sociais e econômicos. A atenção primária à saúde (APS) desempenha papel central na prevenção, diagnóstico e manejo de doenças, bem como na educação e mobilização comunitária. Além do cuidado clínico, os profissionais de saúde atuam como agentes de mudança, promovendo práticas sustentáveis, redução de emissões de gases de efeito estufa, conscientização sobre os riscos ambientais em saúde. Um ACS relata aumento de quedas e acidentes domésticos em crianças de 2 a 5 anos em uma comunidade urbana do Norte do Brasil, onde há poluição do ar elevada e exposição à fumaça de queimadas. O pediatra da APS deve implementar estratégias para reduzir acidentes, incluindo educação familiar, prevenção ambiental e promoção da saúde infantil. Qual ação a APS deve priorizar neste cenário?