Nuligesta, 32 anos com dor pélvica cíclica limitante, associada à dispareunia de profundidade, tentando engravidar há 2 anos sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro sem alterações. Relata presença de sangue nas fezes no período menstrual nos últimos 6 meses. Procurou o ginecologista que solicitou USG transvaginal com preparo intestinal para pesquisa de endometriose que mostrou sinais de endometriose profunda em compartimento posterior da pelve. Fez colonoscopia evidenciando lesão sugestiva de endometriose intestinal a 12 cm da borda anal, comprometendo ao redor de 20% da luz da alça, com extensão de 2,0 cm no maior diâmetro. Biópsia da lesão confirmou presença de células endometriais na amostra avaliada. Dosagens hormonais dentro da normalidade, sugerindo manutenção da ovulação. A melhor conduta no caso seria:
A
Remoção dos focos de endometriose e salpingectomia bilateral. Dessa forma consegue-se melhorar resultado de fertilização “in vitro”, que deve ocorrer logo após a cirurgia.
B
Fertilização “in vitro” (FIV) como medida isolada, pois trata-se de endometriose profunda de compartimento posterior. Nesse caso as tubas já se encontram obstruídas e a possibilidade de gestação espontânea não existe, não havendo benefício com tratamento cirúrgico.
C
Cirurgia para tratamento da endometriose com ressecção de todos os focos da doença, além de retossigmoidectomia discoide com grampeamento circular. Bloqueio curto da menstruação com análogo do GnRH e, na sequência, tentar engravidar.
D
Cirurgia para tratamento da endometriose com ressecção de todos os focos da doença, retossigmoidectomia segmentar com anastomose primária. Liberar a gestação logo após a cirurgia.
E
Cirurgia para tratamento da endometriose com ressecção de todos os focos, retossigmoidectomia segmentar com ileostomia protetora e reconstrução intestinal em 6 meses. FIV após reconstrução intestinal.