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27 - CERMAN AM2026
Vesícula e Vias BiliaresColecistite e Colangite Aguda

Paciente do sexo masculino, obeso, 58 anos, apresenta quadro de dor tipo cólica em HD, irradiada para o dorso, associada a náuseas e vômitos, após ingesta de alimento rico em gordura. Traz consigo USG de abdome, realizada há 1 ano, que evidencia vesícula biliar contendo cálculos. Está internado há 3 dias, sob tratamento clínico e evoluiu neste período com presença de icterícia. No momento o paciente se encontra em BEG, lúcido e orientado, eupneico, afebril e normotenso. Seu abdome é plano, flácido, pouco doloroso à palpação profunda no HD, sem plastrão palpável. Aceita dieta oral. Sua avaliação laboratorial evidenciou leucograma com 11.000 leucócitos, PCR: 45mg/dl, bilirrubinas totais: 4,2mg/dl, bilirrubina direta: 3.4mg/dl, fosfatase alcalina: 250mg/dl e gamaGT: 380mg/dl. Sobre o caso, assinale a alternativa CORRETA:

A
Caso a ultrassonografia de controle evidencie dilatação da via biliar principal, o próximo passo seria a tomografia com contraste venoso devido a sua ótima sensibilidade e especificidade para avaliação de complicações no colédoco distal.
B
Já que o paciente não apresenta critérios de risco para obstrução de via biliar, a melhor conduta para o caso é a colecistectomia laparoscópica sem colangiografia intra-operatória e seguimento ambulatorial da icterícia.
C
Caso a ultrassonografia de controle evidencie dilatação das vias biliares, uma opção bastante adequada é a realização de abordagem endoscópica com ultrassom endoscópica e possível CPRE, sem necessidade de investigação prévia com ressonância magnética.
D
A emergente técnica de exploração endoscópica da via biliar concomitante com colecistectomia laparoscópica no mesmo tempo anestésico foi abandonada devido à elevada incidência de pancreatite pós CPRE nesses casos.
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