Mulher de 69 anos, transplantada renal há 7 anos, em uso de imunossupressores (ciclosporina, micofenolato de mofetila e prednisona), procura pronto-socorro com dor abdominal de forte intensidade iniciada há 1 dia, localizada inicialmente em flanco e fossa ilíaca esquerda, associada a náuseas, vômitos e diarreia. Ao exame, apresenta-se em regular estado geral, com abdome distendido, doloroso difusamente e ruídos hidroaéreos abolidos. Evolui com instabilidade hemodinâmica. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento circunferencial subestenosante em íleo distal, densificação da gordura adjacente, distensão de alças a montante e liquido livre abdominal, sem coleções organizadas. A paciente evoluiu com instabilidade hemodinâmica, sendo submetida a laparotomia exploradora, que revelou segmento de íleo isquêmico e estenosado (30 cm), sem perfuração. Foi realizada enterectomia com ileostomia. O anatomopatológico da peça cirúrgica demonstrou granulomas epitelioides com necrose caseosa e células gigantes multinucleadas. O diagnóstico mais provável com base nesses achados clínico-histopatológicos, dentre os abaixo, é:
