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50 - IAMSPE • SP • 2025
EndometrioseInfertilidade ConjugalDor Pélvica Crônica e Dismenorreia
Paciente de 33 anos com dor pélvica cíclica limitante, associada à dispareunia de profundidade, tentando engravidar há 2 anos sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro sem alterações. Procurou o ginecologista que solicitou RNM de pelve evidenciando sinais de endometriose profunda em ligamentos útero sacros e fundo de saco posterior, aderências fixas entre útero e ovários na face posterior da pelve (“kissing ovaries”), além de imagens sugestivas de hidrossalpinge bilateralmente. Histerossalpingografia com teste de Cottè negativo. Dosagens hormonais dentro da normalidade, sugerindo manutenção da ovulação. A melhor conduta no caso seria:
A
Estimulação ovariana seguida de punção para captação e congelamento de óvulos, cirurgia para ressecção de focos de endometriose e salpingectomia bilateral, pois assim, além de melhora dos sintomas, aumentaria a chance de sucesso de uma fertilização “in vitro” (FIV).
B
Fertilização “in vitro” (FIV) como medida isolada, visto que as tubas já se encontram obstruídas e a possibilidade de gestação espontânea não existe, não havendo benefício com tratamento cirúrgico.
C
Cirurgia para tratamento da endometriose com ressecção de todos os focos, drenagem tubária bilateral e tentativa de gestação espontânea posteriormente.
D
Análogo do GnRH seguida de fertilização “in vitro” (FIV) após 3 meses. Dessa forma é possível controle dos sintomas, além de maior taxa de sucesso da FIV.
E
Preparo endometrial com estrogênio isolado para aumentar a chance de implantação embrionária, visto que os exames hormonais se encontram sem alterações e a investigação do parceiro não evidenciou sinais de infertilidade.