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9 - IDOR DF2026
TuberculoseDoenças da Coluna VertebralArtropatias Infecciosas

Homem de 28 anos, previamente hígido, se encontra internado em enfermaria de clínica médica em decorrência de dor em coluna toracolombar de início há cerca de 1 mês e meio, que apresentou piora progressiva nas últimas 3 semanas, evoluindo com fraqueza dos membros inferiores. Apresenta, ainda, espasmos musculares em membros inferiores, perda ponderal não quantificada, febre e sudorese noturna. Nega tabagismo, etilismo e uso de drogas ilícitas. Ao exame físico, observa-se força grau 0 em membros inferiores, não havendo alterações ao exame cardiovascular. Exame laboratorial evidencia aumento proeminente da velocidade de hemossedimentação e da proteína C reativa. Ressonância magnética da coluna vertebral evidencia irregularidades tanto da placa terminal, quanto da face anterior dos corpos vertebrais, com edema e realce da medula óssea envolvendo T12 e L1, gerando compressão da medula espinhal local, além da presença de coleções líquidas heterogêneas estendendo-se para o músculo psoas bilateralmente. Os achados do exame de imagem são compatíveis com espondilodiscite associada a abscessos paravertebrais. Diante do exposto, a provável hipótese etiológica do quadro e o tratamento indicado são:

A
mal de Pott; esquema RIPE por 6 a 9 meses e encaminhar para programação cirúrgica.
B
infecção por Staphylococcus aureus; tratamento com vancomicina por pelo menos 2 semanas.
C
bacteremia devido a endocardite infecciosa; tratamento com vancomicina por pelo menos 6 semanas.
D
infecção por Klebsiella aerogenes; tratamento com ceftriaxona por pelo menos 14 dias, reavaliando indicação cirúrgica.
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