Homem, 42 anos de idade, agricultor, passava bem até dois meses atrás, quando apresentou perda súbita de consciência por crise convulsiva. Cerca de 15 dias depois, passou a apresentar tosse com expectoração amarelada, chegando a expelir mais de 100 mL de secreção em 24 horas. Neste período, passou a apresentar adinamia, perdeu o apetite e emagreceu 6 kg. Acha que tem tido febre diariamente. É tabagista há 25 anos (4 cigarros de palha/dia) e consome cerca de 200 mL/dia de destilado há 20 anos. Exame físico: regular estado geral, eupneico, descorado, anictérico, acianótico; IMC = 17 kg/m2, PA = 135/78 mmHg, FC = 92 bpm, FR = 18 irpm, SpO2 = 94%; dentes em mau estado de conservação; diminuição da expansibilidade na base do hemitórax D, com aumento do frêmito toracovocal, macicez à percussão e broncofonia aumentada neste local, além de roncos difusos. Exames laboratoriais: hemograma com Hb = 9,7 g/dL (VR 13,8–17,2 g/dL), Ht = 30% (VR 41–53%), leucócitos totais = 16.300/mm3 (VR 4.000–11.000/mm3) com desvio à esquerda, plaquetas = 500.000/mm3 (VR 150.000–450.000/mm3); VHS = 75 mm/h (VR até 15 mm/h); PCR = 40 mg/dL (VR < 0,5 mg/dL). Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual o exame de imagem mais adequado para a investigação?