Um homem de 55 anos, etilista e tabagista crônico, é admitido na sala de emergência devido à hematêmese volumosa, iniciada há duas horas. Evoluiu com sinais de choque hemorrágico. Logo à admissão, foi submetido à intubação orotraqueal em sequência rápida em decorrência do alto volume do sangramento. Deu-se continuidade ao atendimento com coleta de exames laboratoriais e acesso venoso central, solicitação de tipagem sanguínea de urgência e administração de drogas vasoativas (terlipressina). Mesmo após essas medidas, o paciente mantém sinais de sangramento ativo. Considerando a gravidade do quadro, a equipe discute sobre a melhor conduta nesse momento e opta pela aplicação do balão de Sengstaken-Blakemore.
Frente a essa conduta e com base nos seus conhecimentos sobre essa alternativa de tratamento, assinale a alternativa correta.
A
O tamponamento com balão é contraindicado em casos de sangramento ativo devido à sua baixa eficácia no controle de sangramento de varizes de fundo gástrico.
B
O uso do balão promove cessação do sangramento em mais de 85% dos casos, devendo ser aplicado com técnica adequada e por tempo determinado, para prevenção de complicações como a necrose esofágica.
C
Por ser um método temporário, somente está indicado na falha do tratamento endoscópico definitivo que, nesse caso, deveria ser realizado nas duas primeiras horas da admissão.
D
O principal prejuízo do uso do balão nesse momento é a impossibilidade de drenagem do conteúdo gástrico que poderia facilitar a endoscopia subsequente e auxiliar na estimativa da intensidade e persistência do sangramento.
E
Por ser simples de aplicação e praticamente não associado a complicações graves, o balão pode ser aplicado por qualquer profissional de saúde, tampouco é necessária a presença de equipe endoscópica para a sua retirada.