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35 - Hospital Vida • PR • 2026
Partograma e DistociasIndução do Parto e Pós-Datismo
Uma primigesta em trabalho de parto ativo apresenta parada secundária da dilatação há 2 horas. A avaliação clínica e tococardiográfica sugere distocia funcional por hipoatividade uterina. Sobre a semiologia desta condição e o manejo com ocitocina sintética, é correto afirmar:
A
A hipoatividade é definida pela presença de tônus uterino basal elevado (> 12 mmHg) associado a contrações frequentes e de baixa amplitude, devendo-se iniciar ocitocina em bolus para corrigir a coordenação das fibras.
B
O diagnóstico é confirmado se a atividade uterina for inferior a 200 Unidades Montevidéu (intensidade x frequência em 10 min), e a infusão de ocitocina deve ser titulada para obter 3 a 5 contrações em 10 minutos, monitorando-se o risco de taquissistolia (> 5 contrações em 10 min).
C
A ocitocina sintética é contraindicada em casos de parada de dilatação, pois a hipoatividade uterina é, invariavelmente, um sinal reflexo de desproporção cefalopélvica absoluta, sendo a cesariana a única conduta segura.
D
A dose inicial de ocitocina deve ser alta e fixa, visando saturar imediatamente os receptores miometriais, visto que a resposta uterina independe da idade gestacional ou da fase do trabalho de parto.